São Caetano de Vale da Trave
Foi a 18 de setembro de 1709 que os moradores de Vale da Trave obtiveram alvará de licença para construir a ermida de S. Caetano, cuja edificação terá sido concluída por volta de 1749, data que ficou inscrita no portal do púlpito, conjuntamente com a cruz de Avis.
Permanece na atualidade uma antiga pia batismal em posição de evidência no altar-mor, sinal da intenção dos antigos moradores em revesti-la da correspondente dignidade.
Neste templo foi instituída uma Confraria das Almas, com compromisso de 1773 e outra dedicada a S. Caetano, destinada a conservar a capela, suportar os custos de um capelão residente, acompanhar os defuntos em esquife próprio até ao cemitério de Alcanede, festejar o orago, conceder crédito, etc.
Junto à capela, permanecem as ruínas da antiga casa de residência do capelão e a “pedra do descanso”, que a tradição local diz ter vindo rolando do alto da serra até aqui se quedar, continuando a reunir à sua volta o povo do Vale da Trave.
Na proximidade, o povo do lugar construiu há muito uma lagoa de retenção de água, recurso que escasseia na superfície cársica desta região serrana, vital para as pessoas e seus rebanhos.
